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SOMOS O QUE COMEMOS Imprimir E-mail

Somos o que comemosPrezados,

Entre os diversos princípios do Universo Místico a busca pela saúde é essencial em todos os aspectos e como consequencia o exercício de uma alimentação equilibrada deve sim ser foco de nossos estudos.

É muito comum a presença de vegetarianos no grupo, e como já sabem, nas vivências e outros encontros sempre buscamos ter a disposição alternativas para quem não come carne.

Em minha história pessoal passei por inúmeras experiências relacionadas a alimentação e quero compartilhar agora um pouco de minha compreensão sobre este tema:

Por volta de 1980, então com 14 ou 15 anos de idade, quando estava tendo meus primeiros contatos com estudos diversos de espiritualidade e o movimento new age, tive um contato bem próximo com a Macrobiótica e o Zen-Budismo, tendo me dedicado durante algum tempo a uma alimentação bem diferente do que podemos chamar de "normal" para os padrões familiares e sociais. Realmente foi algo surreal um adolescente tentando lutar contra os instintos de comer a comidinha super apetitosa da vovó, com aquele bife acebolado, feijãozinho com bacon e louro, aquela macarronada a bolonhesa de domingo com frango assado, e outras guloseimas que minha vó insistia prá mim comer e ainda fazendo aqueles comentários inocentes de que eu estava pálido de ter passado a semana inteira comendo arroz integral com gersal acompanhado de banchá...

Sair com amigos então era um desastre, pois enquanto a maioria tomava sua cuba-libre e tinham sempre a simpatia das meninas mais bonitas e o bicho-grilo aqui no suco de laranja sem açucar e sem gelo ficava vendo a movimentação de longe ou então me perdia em explicações sem fim e sem nenhuma esperança de convencer a quem quer que fosse. A garotada toda curtia chicletes e halls mas meu lance era "ameixa umeboshi" .... quando que eu ia conseguir uma namorada com aquele cheiro de ameixa japonesa salgada curtida ??? ..... eu era o estranho, o chato, o maluco-beleza, meu apelido era "macrô" ... andando pelas ruas com chinelos de 'fakir' (aqueles com pontinhas de plástico).... Com o passar do tempo, percebendo o rídico de tudo, fui me rendendo ao comum e corrente e a alimentação tradicional.

Com o passar do tempo, já com mais maturidade, mais estudos, mais pé no chão, fui aos poucos revendo esses conceitos da alimentação e fazendo minhas próprias experiências desde o próprio vegetarianismo mais tradicional, o vegan radical, o frutivorismo e o frugivorismo (são diferentes), o crudivorismo, o cerealismo, o naturismo, o higienismo com seu controle de horários, o liquidarismo, a alimentação kosher (da tradição judaica), dietas de restrição de 'muco' do Prof. Mário Sanchez, experiências com jejus curativos, a alimentação dos 5 elementos (ritual pancatattwa), as mono-dietas, a unibiótica do dr. Yum, as dietas térmicas do Dr. Manuel Lezaeta Acharám, até a alimentação prânica e o viver de luz... tudo isso estudei e pratiquei a muuuuito tempo atrás, alguns por pouco tempo outros com mais intensidade, alguns métodos ficaram quase que na teoria, outros eu tenho grande consideração até hoje.

Minha intenção ao relatar isso tudo acima é para demonstrar que tenho conhecimento de causa, eu vivi nos dois extremos, no fanatismo natureba new age cósmico galáctico e também na picanha gordurenta mal-passada regada a dezenas de latinhas de loira gelada.

Ok, ok, pé no chão novamente, retornemos ao presente. Hoje temos em nossas mãos uma missão muito bonita, uma escola de auto-conhecimento, uma sangha espiritual e inúmeros projetos em andamento e eu, como líder motivacional e principal idealizador da família Universo Místico, reconheço que sou responsável (ou quem sabe as vezes irresponsável) por tudo que faço e por todo o exemplo que tenho dado com minha conduta e forma de levar a vida. Portanto quero fazer deste texto um compromisso não só meu, mas de toda a família U.M., para que juntos possamos encontrar cada dia mais o caminho do meio, a senda do equilibrio e da harmonia, em todos os nossos projetos e neste assunto em especial em nossa alimentação.

Temos então neste momento o embrião de um projeto a ser desenvolvido dentro da sangha Universo Místico, o Projeto Sagrado Alimento, que deverá estudar profundamente este assunto da alimentação saudável, com os pés no chão, sem dogmatismos e sem brincadeiras de nenhuma espécie, com respeito e carinho para cada decisão ou preferencia pessoal. Reconheço que se trata de um projeto ambicioso, pois o tema é espinhoso e sempre há margens para eternas discussões, principalmente quando se trata de comer ou não comer carne e discussões assim sempre acabam inflamadas sem que nenhum dos lados convença seu oponente, portanto vamos nos preservar de fatos assim.

Em primeiro lugar vamos considerar a forma como o vegetarianismo é promovido hoje me dia: A estratégia é, no geral, chocar o público e dizer que quem come carne é assassino, monstrando imagens fortes de cadáveres de animais e comparar onívoros com psicopatas a quem deve cair toda a culpa do aquecimento global e da devastação das florestas, além da propaganda subliminar em exaltar os vegetarianos como pessoas melhores tanto no sentido da sáude quanto da moral. Eu já vi discussões prolongadas no orkut onde pude ver vegetarianos dizendo assim: "vegetarianismo não é questão de argumentos e sim de consciência". Isso é muito ruim ! Isso é péssimo ! Qual o resultado disso tudo ? Um vegan com o ego super-inflado e um bando de onívoros hostilizados. Coloque tais pessoas num debate e ao final estarão todos se odiando... Não se cria empatia assim.

Esse é o erro dos vegetarianos... estão forçando a barra... O erro está no marketing ! Os grandes movimentos deveriam contratar agencias de propaganda para encontrar formas de demonstrar o qual saborosa uma refeição vegetariana é, mostrar soluções, alternativas, virtudes e valores e não ficar colocando o dedo na ferida de um hábito enraigado nos gênes da humanidade desde o paleolítico ou sei lá quando. Por falar nisso recentes pesquisas cientificas afirmam que a evolução da humanidade de um passado remoto foi literalmente catapultada justamente quando os hominideos da pré-história começaram a comer carne e a cozinhar seus alimentos... pesquisas controvertidas essas, podem ser refutadas, podem ter falhas, mas que fique apenas como registro de que há muito o que não sabemos, talvez saibamos muito pouco mesmo. Esse tipo de reflexão me faz lembrar do cientista indiano Jâgadis Chandra Bose, conforme nos conta Paramahansa Yogananda em seu livro "Autobiografia", e suas experiências com os sentimentos das plantas através de seu "cardiógrafo ressoante" que o fez afirmar: "Para meu assombro, descobri que as linhas limítrofes se desvaneciam e pontos de contato emergiam entre os reinos do vivo e do não vivo. A matéria inorgânica era percebida como algo não inerte; vibrava intensamente sob a ação de forças numerosas. Uma reação universal parecia colocar o metal, a planta e o animal sob a mesma lei. Todos exibiam essencialmente os mesmos fenômenos de fadiga e depressão, com possibilidades de recuperação e de exaltação, bem como a permanente falta de resposta que se associa à morte." - Com suas experiências ele demonstrou que as plantas possuem emoções mostrando alegria, medo, angústia e depressão. Lembre-se disso antes de comer uma cenoura (não estou sendo ironico, é serio).

O parágrafo anterior pode me denunciar como partidário contrário ao que professam os vegetarianos e assim o é em parte mas não totalmente, vejamos: ao longo de inúmeras experiências de vida assumi uma postura cética e crítica perante tudo e perante todos. Esse tipo de comportamento meu é fruto de algumas cabeçadas que andei dando na vida colhendo frustrações diversas por acreditar cegamente em tudo que aparecia. Por isso hoje, com isso que chamo de postura cética e crítica, procuro olhar profundamente cada fato que a vida me apresenta, e neste nosso assunto, olhar profundamente significa investigar as infinitas interconexões entre todos os seres vivos reconhecendo a "vida" em cada animal, em casa inseto, em cada planta, em cada pedra, em cada gota de água, em cada grão de areia, na brisa e no vento, no raio de sol e no luar, no cheiro e no som, e no que pensamos ser bom e no que pensamos ser mal. Tudo está tão intimamente conectado que reconheço a vida como sendo UM grande oceano de possibilidades. Recentemente ao assistir o filme "Avatar" me emocionei muito quando o Jake pega um pequeno animal e lhe diz "eu vejo você" antes de matá-lo, complementando com "que sua alma vá para Eywa, mas seu corpo fica aqui" para deleite e um belo sorriso de Neytiri, que percebe que ele neste momento captou a interconexão da vida em Pandora. Naquele momento me pareceu que ele estava dizendo In Lak'ech (cumprimento Maia que quer dizer: "Eu Sou o outro você").

Meu sentimento verdadeiro e sincero nisso tudo é que não existe nada que não seja profundamente sagrado e parte da vida. Eu não consigo reconhecer diferença de vida entre uma galinha e uma maça, entre um boi e um milharal, portanto em questões de vida prá mim é tudo igual, e por isso devemos ter respeito, gratidão, reconhecimento e retribuição. Até nossa respiração deve ser consciente pois ela é responsável pela morte de milhares ou milhões de micro-organismos vivos como os ácaros e outros. E algum dia todos nós seremos comida para o planeta, voltando ao pó e perpetuando o ciclo interminável de vida e morte, morte e vida, uns servindo de suporte para outros, e alguns suportando o inicio de nova vida. Por isso sou partidário do caminho do meio, do equilibrio, do respeito e consciência cada vez maior pelo que comemos e como comemos, assumindo a responsabilidade por todos os nossos atos e nos comprometendo a servir a vida como um todo, seja orando pelo alimento, orando pela vida anímica daquele animal que morreu, orando pela vida anímica daquela fruta, orando para a Mãe Terra (Gaia ou Eywa) para que ela possa perpetuar a vida em tudo.

Uma vez o Léo Artese disse algo assim em um email: "A alimentação vegetariana não é para todos, quando uma pessoa sente necessidade de comer carne ela deve comê-la. Ser vegetariano é um estado de espírito, tão sutil, que não pode ser adotado de forma intelectual. Só pode ser sentido, percebido. É um processo de dentro para fora". Eu compartilho dessa compreensão e faço um apelo para que cada um faça uma profunda reflexão de seus hábitos alimentares, onde pode melhorar, o que pode diminuir, algo talvez que possa renunciar de vez, sem pressões nem fanatismo, sem imediatismos nem frustrações se não conseguir honrar seu compromisso e se afogar numa coca-cola gelada.

Eu mesmo estou aqui assumindo os seguintes compromissos:

- Diminuir o consumo de carne, elegendo alguns dias da semana para uma alimentação mais natural possível;
- Diminuir bastante o consumo de refrigerantes, já que ainda sou muito apegado a essas bebidas geladas;
- Aumentar o consumo de arroz integral e outros cereais;
- Fazer uso maior de complementos como mel, geléia real, pão integral, frutas, castanhas, etc.
- Dar maior preferencia ao banchá diminuindo o consumo de café;
- Evitar com rigor produtos industrializados como linguiças, salsichas, presunto, enlatados, etc.
- Substituir o açucar branco pelo açucar mascavo ou mel;

São pequenos passos que recomendo a todos, mas reflitam e tomem suas próprias decisões.

No menu lateral disponibilizaremos diversos artigos sobre alimentação, divirtam-se e bom apetite !

Grato pela compreensão.

Luis Pereira

"SOMOS O QUE COMEMOS" - Hipócrates

 

* Atualização:

Alguns meses depois de escrever este artigo venho aqui atualizar as informações no sentido de reafirmar que eu tenho sim melhorado cada dia mais minha alimentação, já eliminei os refrigerantes quase totalmente, meu consumo de carne é moderado, tenho evitado produtos industrializados, uma boa parte de nossas hortaliças são produzidas aqui na Ecovila de forma orgânica, enfim estou bem tranquilo com minha consciência neste assunto.

O que não tem mudado nem um pouco, pelo contrário, é que tenho visto cada mais mais fanatismo e ataques diretos ou indiretos de fundamentalistas de cozinha que querem impor sua forma de alimentação ao resto de nós pobres mortais - e isso depõe totalmente contra como já havia previsto.

Eventualmente, por provocação mesmo, posto alguma coisa nas redes sociais e fica patente como esse pessoal da linha radical fica todo ouriçado ... eu acho a maior graça e fico me perguntando que fenômeno será esse?

É muito fácil afirmar a tolerância e o respeito ... desde que todos pensem como tu queres não é mesmo?

Fora fanatismo! Fora intolerância! Tenho dito! -

Luis Pereira

 

Prezados Associados(as),

Entre os diversos princípios do Universo Místico a busca pela saúde é essencial em todos os aspectos e como consequencia o exercício de uma alimentação equilibrada deve sim ser foco de nossos estudos.

É muito comum a presença de vegetarianos no grupo, e como já sabem, nas vivências e outros encontros sempre buscamos ter a disposição alternativas para quem não come carne.

Em minha história pessoal passei por inúmeras experiências relacionadas a alimentação e quero compartilhar agora um pouco de minha compreensão sobre este tema:

Por volta de 1980, então com 14 ou 15 anos de idade, quando estava tendo meus primeiros contatos com estudos diversos de espiritualidade e o movimento new age, tive um contato bem próximo com a Macrobiótica e o Zen-Budismo, tendo me dedicado durante algum tempo a uma alimentação bem diferente do que podemos chamar de "normal" para os padrões familiares e sociais. Realmente foi algo surreal um adolescente tentando lutar contra os instintos de comer a comidinha super apetitosa da vovó, com aquele bife acebolado, feijãozinho com bacon e louro, aquela macarronada a bolonhesa de domingo com frango assado, e outras guloseimas que minha vó insistia prá mim comer e ainda fazendo aqueles comentários inocentes de que eu estava pálido de ter passado a semana inteira comendo arroz integral com gersal acompanhado de banchá...

Sair com amigos então era um desastre, pois enquanto a maioria tomava sua cuba-libre e tinham sempre a simpatia das meninas mais bonitas e o bicho-grilo aqui no suco de laranja sem açucar e sem gelo ficava vendo a movimentação de longe ou então me perdia em explicações sem fim e sem nenhuma esperança de convencer a quem quer que fosse. A garotada toda curtia chicletes e halls mas meu lance era "ameixa umeboshi" .... quando que eu ia conseguir uma namorada com aquele cheiro de ameixa japonesa salgada curtida ??? ..... eu era o estranho, o chato, o maluco-beleza, meu apelido era "macrô" ... andando pelas ruas com chinelos de 'fakir' (aqueles com pontinhas de plástico).... Com o passar do tempo, percebendo o rídico de tudo, fui me rendendo ao comum e corrente e a alimentação tradicional.

Com o passar do tempo, já com mais maturidade, mais estudos, mais pé no chão, fui aos poucos revendo esses conceitos da alimentação e fazendo minhas próprias experiências desde o próprio vegetarianismo mais tradicional, o vegan radical, o frutivorismo e o frugivorismo (são diferentes), o crudivorismo, o cerealismo, o naturismo, o higienismo com seu controle de horários, o liquidarismo, a alimentação kosher (da tradição judaica), dietas de restrição de 'muco' do Prof. Mário Sanchez, experiências com jejus curativos, a alimentação dos 5 elementos (ritual pancatattwa), as mono-dietas, a unibiótica do dr. Yum, as dietas térmicas do Dr. Manuel Lezaeta Acharám, até a alimentação prânica e o viver de luz... tudo isso estudei e pratiquei a muuuuito tempo atrás, alguns por pouco tempo outros com mais intensidade, alguns métodos ficaram quase que na teoria, outros eu tenho grande consideração até hoje.

Minha intenção ao relatar isso tudo acima é para demonstrar que tenho conhecimento de causa, eu vivi nos dois extremos, no fanatismo natureba new age cósmico galáctico e também na picanha gordurenta mal-passada regada a dezenas de latinhas de loira gelada.

Ok, ok, pé no chão novamente, retornemos ao presente. Hoje temos em nossas mãos uma missão muito bonita, uma escola de auto-conhecimento, uma sangha espiritual e inúmeros projetos em andamento e eu, como líder motivacional e principal idealizador da família Universo Místico, reconheço que sou responsável (ou quem sabe as vezes irresponsável) por tudo que faço e por todo o exemplo que tenho dado com minha conduta e forma de levar a vida. Portanto quero fazer deste texto um compromisso não só meu, mas de toda a família U.M., para que juntos possamos encontrar cada dia mais o caminho do meio, a senda do equilibrio e da harmonia, em todos os nossos projetos e neste assunto em especial em nossa alimentação.

Temos então neste momento o embrião de um projeto a ser desenvolvido dentro da sangha Universo Místico, o Projeto Sagrado Alimento, que deverá estudar profundamente este assunto da alimentação saudável, com os pés no chão, sem dogmatismos e sem brincadeiras de nenhuma espécie, com respeito e carinho para cada decisão ou preferencia pessoal. Reconheço que se trata de um projeto ambicioso, pois o tema é espinhoso e sempre há margens para eternas discussões, principalmente quando se trata de comer ou não comer carne e discussões assim sempre acabam inflamadas sem que nenhum dos lados convença seu oponente, portanto vamos nos preservar de fatos assim.

Em primeiro lugar vamos considerar a forma como o vegetarianismo é promovido hoje me dia: A estratégia é, no geral, chocar o público e dizer que quem come carne é assassino, monstrando imagens fortes de cadáveres de animais e comparar onívoros com psicopatas a quem deve cair toda a culpa do aquecimento global e da devastação das florestas, além da propaganda subliminar em exaltar os vegetarianos como pessoas melhores tanto no sentido da sáude quanto da moral. Eu já vi discussões prolongadas no orkut onde pude ver vegetarianos dizendo assim: "vegetarianismo não é questão de argumentos e sim de consciência". Isso é muito ruim ! Isso é péssimo ! Qual o resultado disso tudo ? Um vegan com o ego super-inflado e um bando de onívoros hostilizados. Coloque tais pessoas num debate e ao final estarão todos se odiando... Não se cria empatia assim.

Esse é o erro dos vegetarianos... estão forçando a barra... O erro está no marketing ! Os grandes movimentos deveriam contratar agencias de propaganda para encontrar formas de demonstrar o qual saborosa uma refeição vegetariana é, mostrar soluções, alternativas, virtudes e valores e não ficar colocando o dedo na ferida de um hábito enraigado nos gênes da humanidade desde o paleolítico ou sei lá quando. Por falar nisso recentes pesquisas cientificas afirmam que a evolução da humanidade de um passado remoto foi literalmente catapultada justamente quando os hominideos da pré-história começaram a comer carne e a cozinhar seus alimentos... pesquisas controvertidas essas, podem ser refutadas, podem ter falhas, mas que fique apenas como registro de que há muito o que não sabemos, talvez saibamos muito pouco mesmo. Esse tipo de reflexão me faz lembrar do cientista indiano Jâgadis Chandra Bose, conforme nos conta Paramahansa Yogananda em seu livro "Autobiografia", e suas experiências com os sentimentos das plantas através de seu "cardiógrafo ressoante" que o fez afirmar: "Para meu assombro, descobri que as linhas limítrofes se desvaneciam e pontos de contato emergiam entre os reinos do vivo e do não vivo. A matéria inorgânica era percebida como algo não inerte; vibrava intensamente sob a ação de forças numerosas. Uma reação universal parecia colocar o metal, a planta e o animal sob a mesma lei. Todos exibiam essencialmente os mesmos fenômenos de fadiga e depressão, com possibilidades de recuperação e de exaltação, bem como a permanente falta de resposta que se associa à morte." - Com suas experiências ele demonstrou que as plantas possuem emoções mostrando alegria, medo, angústia e depressão. Lembre-se disso antes de comer uma cenoura (não estou sendo ironico, é serio).

O parágrafo anterior pode me denunciar como partidário contrário ao que professam os vegetarianos e assim o é em parte mas não totalmente, vejamos: ao longo de inúmeras experiências de vida assumi uma postura cética e crítica perante tudo e perante todos. Esse tipo de comportamento meu é fruto de algumas cabeçadas que andei dando na vida colhendo frustrações diversas por acreditar cegamente em tudo que aparecia. Por isso hoje, com isso que chamo de postura cética e crítica, procuro olhar profundamente cada fato que a vida me apresenta, e neste nosso assunto, olhar profundamente significa investigar as infinitas interconexões entre todos os seres vivos reconhecendo a "vida" em cada animal, em casa inseto, em cada planta, em cada pedra, em cada gota de água, em cada grão de areia, na brisa e no vento, no raio de sol e no luar, no cheiro e no som, e no que pensamos ser bom e no que pensamos ser mal. Tudo está tão intimamente conectado que reconheço a vida como sendo UM grande oceano de possibilidades. Recentemente ao assistir o filme "Avatar" me emocionei muito quando o Jake pega um pequeno animal e lhe diz "eu vejo você" antes de matá-lo, complementando com "que sua alma vá para Eywa, mas seu corpo fica aqui" para deleite e um belo sorriso de Neytiri, que percebe que ele neste momento captou a interconexão da vida em Pandora. Naquele momento me pareceu que ele estava dizendo In Lak'ech (cumprimento Maia que quer dizer: "Eu Sou o outro você").

Meu sentimento verdadeiro e sincero nisso tudo é que não existe nada que não seja profundamente sagrado e parte da vida. Eu não consigo reconhecer diferença de vida entre uma galinha e uma maça, entre um boi e um milharal, portanto em questões de vida prá mim é tudo igual, e por isso devemos ter respeito, gratidão, reconhecimento e retribuição. Até nossa respiração deve ser consciente pois ela é responsável pela morte de milhares ou milhões de micro-organismos vivos como os ácaros e outros. E algum dia todos nós seremos comida para o planeta, voltando ao pó e perpetuando o ciclo interminável de vida e morte, morte e vida, uns servindo de suporte para outros, e alguns suportando o inicio de nova vida. Por isso sou partidário do caminho do meio, do equilibrio, do respeito e consciência cada vez maior pelo que comemos e como comemos, assumindo a responsabilidade por todos os nossos atos e nos comprometendo a servir a vida como um todo, seja orando pelo alimento, orando pela vida anímica daquele animal que morreu, orando pela vida anímica daquela fruta, orando para a Mãe Terra (Gaia ou Eywa) para que ela possa perpetuar a vida em tudo.

Uma vez o Léo Artese disse algo assim em um email: "A alimentação vegetariana não é para todos, quando uma pessoa sente necessidade de comer carne ela deve comê-la. Ser vegetariano é um estado de espírito, tão sutil, que não pode ser adotado de forma intelectual. Só pode ser sentido, percebido. É um processo de dentro para fora". Eu compartilho dessa compreensão e faço um apelo para que cada um faça uma profunda reflexão de seus hábitos alimentares, onde pode melhorar, o que pode diminuir, algo talvez que possa renunciar de vez, sem pressões nem fanatismo, sem imediatismos nem frustrações se não conseguir honrar seu compromisso e se afogar numa coca-cola gelada.

Eu mesmo estou aqui assumindo os seguintes compromissos:

- Diminuir o consumo de carne, elegendo alguns dias da semana para uma alimentação mais natural possível;
- Diminuir bastante o consumo de refrigerantes, já que ainda sou muito apegado a essas bebidas geladas;
- Aumentar o consumo de arroz integral e outros cereais;
- Fazer uso maior de complementos como mel, geléia real, pão integral, frutas, castanhas, etc.
- Dar maior preferencia ao banchá diminuindo o consumo de café;
- Evitar com rigor produtos industrializados como linguiças, salsichas, presunto, enlatados, etc.
- Substituir o açucar branco pelo açucar mascavo ou mel;

São pequenos passos que recomendo a todos, mas reflitam e tomem suas próprias decisões.

Nós próximos dias estarei implementando uma seção no site para alimentação.

Grato pela compreensão.

Luis Pereira

"SOMOS O QUE COMEMOS" - Hipócrates

 

Reflita

Sei que meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor.

Madre Teresa de Calcutá